Na última quinta-feira (21/06), o BRB promoveu o VII Encontro de ADS (Articuladores de Desenvolvimento Sustentável), esse evento acontece anualmente e conta variados temas sobre sustentabilidade, questões sociais e ambientais e ações globais. O intuito do ADS é promover os projetos de responsabilidade socioambiental dentro do âmbito do BRB e as ações que abordem as questões de desenvolvimento da sociedade em geral.

A palestra de abertura foi proferida pelo Juiz de Direito Dr. Ben-Hur Viza, que se destaca por sua luta pelos direitos das mulheres no DF. De forma simples e interessante conseguiu abordar assuntos que fazem parte da pauta de discussão da sociedade atual, como a violência contra a mulher, o machismo, a lei Maria da Penha e as questões de gênero.

Na sequência aconteceu um bate-papo muito especial, intitulado “Momentos de Inspiração”, onde os convidados apresentaram seus projetos sociais.

Silvana Vasconcelos, diretora da Escola Maria Teixeira, falou sobre educação inclusiva, e a metodologia da ética do amor desenvolvida na escola. A instituição, sem fins lucrativos, funciona na área rural do Jardim Ingá oferecendo ensino fundamental de 1º a 5º ano, atendendo gratuitamente e com qualidade a 230 alunos, entre crianças, jovens e adultos de baixa renda no ensino comum e especial, em regime de inclusão sócio-educacional, alunos com síndrome down, autismo, deficiências mentais, físicas, auditivas, dentre outras, bem como na alfabetização de adultos. (www.escolamariateixeira.com)

Fátima Cabral, presidente da Aprospera- Associação dos Produtores Agroecológicos do Alto São Bartolomeu, apresentou a tecnologia social CSA-Comunidade que Sustenta a Agricultura, que é um modelo de agricultura solidária onde o agricultor deixa de vender seus produtos através de intermediários e conta com a participação de membros consumidores para a organização e o financiamento de sua produção, colaborando para o desenvolvimento sustentável da região e estimulando o comércio justo.

Eliana Farias, representante da ONG Fraternidades Sem Fronteiras, mostrou o trabalho que a ONG faz na África, com centros de acolhimento, que oferecem alimentação, cuidados com a higiene, atividades pedagógicas, culturais e formação profissionalizante. No Brasil, apoiam o tratamento de crianças com microcefalia, em Campina Grande, na Paraíba. Em Campo Grande, o projeto Orquestra Filarmônica Jovem Emmanuel, que proporciona o ensino de música a jovens da periferia. Em Roraima, acolhem famílias refugiadas da Venezuela, que atravessaram a fronteira para o Brasil em busca de uma vida mais digna. (www.fraternidadesemfronteiras.org.br)

Filipe Alemar, diretor regional da ONG Litro de Luz, explicou que a missão da ONG é levar luz para comunidades que não possuem acesso à energia elétrica ou que vivem sem luz em suas casas. Eles utilizam uma tecnologia social, que é simples, econômica e ecologicamente sustentável, composta por garrafas plásticas, painéis solares e lâmpadas LED. Trabalham intensamente com a ajuda de voluntários.   (www.litrodeluz.com)