Crédito: João Batista Ibiapina, empregado do BRB

O Instituto BRB, que nasceu no centro-oeste do Brasil, surge com sua orientação ambiental voltada para a proteção do bioma Cerrado, que do ponto de vista da diversidade biológica, é reconhecido como a savana mais rica do mundo.O Cerrado que é o segundo maior bioma da América do Sul, ocupando cerca de 22% do território nacional, apresenta uma grande riqueza natural e uma elevada biodiversidade. Mesmo sendo considerada a savana mais rica do mundo, é um dos ambientes naturais mais ameaçados do Brasil, com inúmeras espécies de plantas e animais correndo risco de extinção.

Além dos aspectos ambientais, o Cerrado tem grande importância social. Muitas populações sobrevivem de seus recursos naturais, são detentores de um conhecimento tradicional de sua biodiversidade e fazem parte do patrimônio histórico e cultural brasileiro.

Entendendo a importância da preservação desse habitat para as gerações futuras, o Instituto BRB estabeleceu como premissas da sua atuação a promoção de atividades de conscientização para o uso sustentável dos recursos naturais, o incentivo à promoção de tecnologias sociais que promovam impacto na questão da preservação ambiental e a realização de ações de recuperação de áreas degradadas, por meio de plantio, monitoramento, manutenção e replantio de mudas em ações socioambientais.

 

Comunidade que Sustenta a Agricultura – CSA

O Instituto BRB, desde sua inauguração, tornou-se responsável por coordenar ações sociais, educacionais e relacionadas ao meio ambiente do BRB. Seguindo essa proposta, em abril de 2018 foi lançado um projeto com o objetivo de estabelecer uma parceria que envolverá empregados do BRB e pequenos produtores de alimentos orgânicos em uma tecnologia social em crescimento no país: a CSA (Comunidade que Sustenta a Agricultura, da expressão em inglês Community Supported Agriculture).

A proposta consiste em um grupo fixo de empregados do BRB que se comprometem, durante um período determinado, a contribuir mensalmente com o orçamento anual de uma produção agrícola. Em contrapartida, o colaborador receberá semanalmente seus alimentos produzidos nesse local, em manejo biodinâmico, livre de agrotóxicos. Dessa forma, o agricultor deixa de vender seus produtos a intermediários e conta com a participação das pessoas (que se tornam coagricultores/coprodutores) para o financiamento e escoamento da sua produção.

O projeto para o Instituto BRB contará com o apoio da Aprospera (Associação dos Produtores Agroecológicos do Alto São Bartolomeu), localizada na bacia hidrográfica do Pipiripau, e de onde virão os alimentos dos empregados aderentes. Também é nessa associação onde trabalham os agricultores que atuarão com o Banco. A Instituição possui cerca de 40 agricultores e reúne 10 CSAs.

A ação pode ser desenvolvida na Direção Geral ou qualquer agência do BRB. Com isso, o corpo funcional é motivado a colaborar para o desenvolvimento sustentável da região, contribuindo para a economia local a partir do incentivo à produção de alimentos saudáveis, e estimulando um comércio justo, solidário e sustentável.